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Ao terminar o estágio, parecia que a prof. Mari tinha finalmente nascido

  • 8 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 26 de jul. de 2021

Ao longo da minha trajetória acadêmica, eu tive muitos momentos de dúvidas em relação à escolha do meu curso e, principalmente, da minha profissão. Eu venho de uma família em que todas as mulheres são professoras; professoras desvalorizadas por um sistema que não se importa com o docente. Assim, eu criei um preconceito muito grande frente a esse espaço que eu ocuparia enquanto professora de inglês; preconceito que inclusive me fez muitas vezes pensar em trocar de curso. Esse problema mudou há algum tempo, ao longo do meu estágio.

Estar em sala de aula e ver as atividades que foram planejadas serem efetivamente postas em prática foi a primeira sementinha para mudar essa relação. A segunda foram especificamente os alunos. A receptividade que eles tiveram, o carinho que eles ofereceram e o interesse que empregaram nas atividades fez com que todo o esforço valesse a pena. Quando eu lia relatos que mencionavam isso, sempre tive a impressão de que essa relação não passava de uma romantização, o que fez com que fosse um tapa na cara quando eu vi que isso realmente estava acontecendo comigo.

Ao terminar o estágio e ver a produção que havia sido construída, parecia que a prof. Mari tinha finalmente nascido. Conseguir enxergar a evolução dos alunos com a língua e o resultado de todo o empenho conjunto fez com que eu me sentisse realizada e com que fosse colocada a cereja no bolo de todas as satisfações que já vinham se acumulando no estágio. Assim, pareceu que todos os momentos de planejamento e de levantar cedo para ir dar aula tivessem sido insignificantes em relação ao que poderia surgir nessa interação. Claro que eu ainda consigo sentir todos os pontos negativos que envolvem o “ser professor”, a diferença maior é que agora eu também sinto as coisas boas que estão envidas nessa atividade.


 
 
 

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